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VOCE SABE O QUE É BITCOIN A NOVA MOEDA (DIGITAL) MUNDIAL!?

Entenda o que é Bitcoin, como é feito, vendido e os riscos da criptomoeda

Em 1 ano, valorizou 1.304%; Banco Central diz que é bolha; CVM proibiu fundos de investir

 /Poder360

Assunto que vem sendo noticiado em peso por meios de comunicação e motivo de discussão por agentes reguladores de todo o mundo, as moedas digitais ainda provocam dúvidas para muita gente. Por isso, o Poder360 elaborou perguntas e respostas para sanar algumas delas:

Afinal, o que é Bitcoin?

É uma moeda digital. A mais conhecida entre as mais de mil que existem no mundo. Por ser 1 arquivo digital, o Bitcoin só existe on-line. Além disso, é aliado à tecnologia blockchain, uma espécie de livro caixa descentralizado que evita a duplicação de moedas no sistema e que usa criptografia para registrar as transações. O que significa que não pode ser rastreado, tornando-se 1 sistema seguro para armazenar e trocar dinheiro anonimamente na internet.

Importante ressaltar que diferentemente das moedas tradicionais que conhecemos, o Bitcoin não é emitido nem regulado por governos.

Para que serve?

Ele tem as mesmas características que uma moeda tradicional. E as moedas só têm valor porque quem as entrega e quem as recebe reconhecem valor nelas. Esse reconhecimento é fundamental para o Bitcoin, que foi desenvolvido para, em determinado momento, ser adotado como uma moeda do dia a dia, como o real, o dólar ou o euro.

Por que as pessoas compram Bitcoin?

Provavelmente, pelo mesmo motivo que comprariam qualquer coisa: por acharem que o Bitcoin vale algo. Atualmente, no entanto, devido à forte valorização, as pessoas compram Bitcoin com a expectativa de ganhar dinheiro. Tratam-no cada vez mais como investimento.

Quanto vale?

Por volta de R$ 41.000. Por ter se tornado uma forma de investimento, o Bitcoin tem sido comparado com o mercado de ações. As pessoas o compram esperando que ele valorize para ganhar dinheiro quando estiver valendo mais. E a volatilidade de seus preços é realmente expressiva.

Seu valor é determinado pelas regras do mercado. Quanto maior a demanda, maior seu preço. Em contrapartida, se essa moeda não for adotada ou se for muito complexo convertê-la em moedas mais utilizáveis (como o real), seu valor diminuirá.

Como comprar?

O usuário deve se cadastrar em 1 software por meio de uma corretora. Assim como o dinheiro físico fica em sua carteira, o Bitcoin também. Mas em uma carteira digital: formada por longas cadeias de letras e números, uma espécie de “endereço”. No Brasil, o Mercado Bitcoin é a maior corretora de transação de Bitcoin.

Como funcionam os pagamentos?

Uma pessoa transfere dinheiro para outra em troca do Bitcoin. Ou seja, é preciso que alguém compre seu Bitcoin para que você tenha o dinheiro correspondente em sua moeda na sua conta. Uma das críticas que esse sistema recebe é que o processo se assemelha mais ao do mercado de ações do que de uma moeda.

Há corretoras que cuidam desse processo de transferência de uma conta para outra. A taxa de transação do Bitcoin é alta, variando de R$ 10 a R$ 25, dependendo da corretora. O tempo de processamento da operação é de 10 minutos.

Todas as transações são adicionadas a 1 registro das operações de toda a rede. Esse registro é chamado de blockchain, que, graças à criptografia, faz com que os arquivos não possam ser copiados ou fraudados.

As operações são anônimas, mas são todas registradas. As transações não podem ser desfeitas.

De onde vem o Bitcoin?

Ele foi criado em 2009 por Satoshi Nakamoto. Até hoje sua identidade não foi revelada, apesar de haver diversas teorias sobre ela. Há quem diga que é 1 engenheiro japonês que mora nos Estados Unidos e há quem defenda que não é apenas uma pessoa, mas 1 grupo de programadores. Mas essa discussão não é tão relevante, na opinião da maioria. Acredita-se que a criação superou o criador. Eis o texto com o conceito da moeda digital.

Os Bitcoins são infinitos?

Não. O Bitcoin tenta resgatar as propriedades da moeda tradicional e uma delas é a escassez. Assim como 1 país determina a quantidade de moedas que tem, ao criar o Bitcoin, “Satoshi Nakamoto” determinou que fossem emitidos, ao todo, 21 milhões de unidades. Ainda não chegamos a esse número (há aproximadamente 16 milhões de Bitcoins). A expectativa é de que o mundo alcance esse volume em 2140. É uma estratégia de valorização da moeda.

Como ele é fabricado?

O processo de fabricação do Bitcoin é chamado de mineração, em uma analogia à mineração de ouro. A produção é feita de forma descentralizada por milhares de computadores em todo o mundo. Os fabricantes de Bitcoin, chamados de mineradores, cedem a capacidade de suas máquinas pessoais para criarem a moeda. Os computadores devem resolver problemas matemáticos complexos (bilhões de cálculos por segundo) para que uma unidade de Bitcoin seja criada e para que cada transferência seja efetuada.

A energia gasta em sua produção é tão grande assim?

Sim e tende a crescer ainda mais. Lembra que o limite de Bitcoins é de 21 milhões? Pois bem, quanto mais próximos estivermos de alcançar esse volume, mais complexos terão de ser os problemas matemáticos a serem resolvidos pelos mineradores. Esse aumento na dificuldade dos códigos demandará cada vez mais energia consumida pelos computadores.

Em 2020, o Bitcoin consumirá mais energia do que o mundo consome hoje, de acordo com o Fórum Econômico Mundial. Um relatório (íntegra) do banco holandês ING mostra que uma única transação de Bitcoin gasta a mesma quantidade de energia que uma casa em 1 mês.

O processo que começou (e ainda é feito) com computadores pessoais vai dando espaço para grandes empresas que cada vez mais ingressam na fabricação do Bitcoin. Seus datacenters contam com máquinas desenvolvidas especialmente para produção das moedas digitais.

Que estabelecimentos e empresas aceitam Bitcoin?

Aqui no Brasil, a Tecnisa oferece bônus de 5% para quem usar Bitcoins na 1ª parcela de entrada de 1 imóvel. “A cada R$ 10.000 pagos em Bitcoins você ganha da Tecnisa mais R$ 500 como desconto no saldo devedor do mesmo imóvel“, diz o site da empresa.

A marca de roupas Reserva também entrou na onda. “[Bitcoin, a criptomoeda.] Ela não existe fisicamente, é totalmente virtual.”

Em São Paulo, a loja de lingeries Hera também anunciou pagamentos com a moeda. Há duas semanas, o clube de futebol Bragantino disse aceitar patrocínio usando Bitcoin:

No exterior, a Kodak lançou sua própria moeda digital para pagar os direitos autorais de fotógrafos.

É uma bolha? O que pensam os órgão reguladores brasileiros?

Não há uma resposta certa para isso. Especialistas acreditam que o Bitcoin assumiu uma popularidade perigosa –perceptível pela sua supervalorização. “Quando inocente entra no jogo é que algo deve acontecer. Mas não acho que seja uma bolha por estarmos transacionando algo que não tem valor nenhum“, diz o professor e coordenador do MBA em Marketing Digital da FGV, André Miceli.

Aqui no Brasil, órgãos reguladores, como a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e o Banco Central, recomendam que investidores tomem cuidado. Recentemente, a CVM proibiu a aquisição direta de moedas digitais por fundos de investimento regulados no país.

A jornalistas, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse que reguladores, como o próprio BC, não podem dar suporte a moedas virtuais. “É uma bolha, uma pirâmide. As pessoas se aproveitam da subida para vender. Às vezes, são usadas para atividades ilícitas, o que não isenta o cidadão que as transacionam de crime.

Em comunicado emitido em novembro, o Banco Central reafirma que as moedas virtuais não são emitidas nem garantidas por qualquer autoridade monetária e, por isso, não têm garantia de conversão para moedas soberanas. “Tampouco são lastreadas em ativo real de qualquer espécie, ficando todo o risco com os detentores.

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Petrolinense/Juazeirense de Arapiraca-Alagoas, é radialista com passagens pelas Rádios Jornal do Comércio de Garanhuns e Petrolina, Novo Nordeste de Arapiraca, Emissora Rural, Grande Rio AM e FM de Petrolina, Radio Cidade, Nova Indy e atualmente é âncora do Programa Bastidores da Notícia na Rádio Tropical SAT/FM de Juazeiro e editor do BlogQSP.

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