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PASTORAL DA TERRA DE JUAZEIRO, DENUNCIA GRILAGEM EM MILHARES DE HECTARES DE TERRA EM MUNICÍPIOS DA BORDA DO LAGO

“QUEREM  PLANTAR EUCALIPTOS PARA QUEIMAR EM LAREIRAS NA ALEMANHA”

A coordenadora da Pastoral da Terra da Diocese de Juazeiro, Marina Rocha, fez uma grave denúncia sobre GRILAGEM  de terras, durante participação no Programa Bastidores da Noticia/ Tropical Sat, com Farnésio Silva.

Segundo a mesma, a divisão e distribuição da terra é um problema desde que mundo é mundo. “Percebemos que a violência no campo é secular. Em nosso país a questão da terra nunca foi levada o sério pelos poderes públicos, não tem uma reforma agrária, não tem uma regularização dos territórios tradicionais. isso tudo favorece que grupos organizados (empresas, latifundiários, ou grileiros) se aproveitem da situação para pressionar as comunidades a perderem seus direitos. Na nossa região essa pratica é muito forte”, revelou.

A violência é tão presente na vida de quem vive no campo que também foi inserida mo tópico na Campanha da Fraternidade. “Tem vários assassinatos no Brasil, esse ano já foram registrados os assassinados três camponeses. E aqui na nossa região existem assassinatos que nunca foram elucidados, alguns bastantes conhecidos. Todos eles aconteceram porque a comunidade queria continuar nas suas terras”, expôs.

Sobre a suposta plantação de eucaliptos em Casa Nova, Marina Rocha é enfática. “A gente tem se preocupado muito nos últimos anos, sobre as extensões das grilagens em Casa Nova e outras localidades aqui da região, geralmente elas acontecem da seguinte forma, alguém aparece se dizendo Dono da terra, com documentos e aqueles que estão na terra há anos são obrigados a sair. É o que está para acontecer em Casa Nova”,revelou.

A pastoral da Terra segundo Marina Rocha, está fazendo um levantamento sobre a o assunto. “percebemos que existe uma empresa (Supernova) que se diz dona de mais de 200 mil hectares de Casa Nova e pretende plantar eucalipto para utilizar nas lareiras da Alemanha. Ainda estamos finalizando o estudo, mas já percebemos que tem algo errado sobre o assunto”, comentou.

Marina vai além dizendo que “o Estado precisa primeiro discutir com as comunidades sobre esse tipo de empreendimentos, que tira a terra de um grupo em prol de outro. Mas às medidas são sempre feitas no inverso, as comunidades são sempre as últimas saber. A área que abrange Barragem em Casa Nova até Remanso, por exemplo, não e a única grilagem da região também existe outras em Campo Alegre, Pilão Arcado e outras regiões. Essa questão da grilagem não esta sendo levada a sério. Ninguém sabe como os cartórios estão agindo, como esses documentos são estão sendo feitos”, questiona.

DA REDAÇÃO

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farnesio

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Petrolinense/Juazeirense de Arapiraca-Alagoas, é radialista com passagens pelas Rádios Jornal do Comércio de Garanhuns e Petrolina, Novo Nordeste de Arapiraca, Emissora Rural, Grande Rio AM e FM de Petrolina, Radio Cidade, Nova Indy e atualmente é âncora do Programa Bastidores da Notícia na Rádio Tropical SAT/FM de Juazeiro e editor do BlogQSP.

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