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“POR QUE AS ABELHAS ESTÃO DESAPARECENDO?” É TEMA DA 4ª SESSÃO DO FIRST FRIDAY NO CEMAFAUNA CAATINGA

“Por que as abelhas estão desaparecendo?” é o tema da quarta sessão do projeto científico-cultural ‘First Friday’, realizado pelo Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna Caatinga), situado no Campus Ciências Agrárias da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina-PE. O Cemafauna convida a comunidade local e acadêmica para no dia 04 de maio, às 16h, no auditório do Museu de Fauna da Caatinga discutir sobre o tema proposto a ser ministrado pela ecóloga, pesquisadora/colaboradora do Laboratório de Entomologia do Cemafauna, Pós-doutora em Genética e Evolução de Hymenoptera pela Universidade Federal de São Carlos, Aline Andrade.

Segundo a conferencista, dois terços dos alimentos que nós ingerimos são cultivados com a ajuda das abelhas. Na busca de pólen, esses insetos polinizam espécies nativas e culturas agrícolas. Em tempos em que a escassez mundial de comida é pauta das autoridades no assunto – como a recomendação da ONU para consumir mais insetos – a perspectiva de ficar sem a ajuda desses seres no abastecimento alimentar seria alarmante. E é o que está acontecendo. Em 2006, apicultores nos Estados Unidos começaram a notar que suas colônias de abelhas estavam desaparecendo. O fenômeno foi batizado de colony collapse disorder (síndrome do colapso da colônia, CCD). Sete anos depois, o sumiço continua: no inverno de 2012 para 2013, dado mais recente, 31% das abelhas americanas deixaram de existir.

O fenômeno se repetiu na Europa, onde, segundo um levantamento do Coloss, rede de cientistas de mais de 60 países que estuda o sumiço das abelhas, algumas regiões perderam até 53% de suas colônias nos últimos anos. Japão, China e o Brasil também reportaram problemas – apicultores de Santa Catarina relataram que um terço das 300.000 abelhas do Estado bateu asas em 2012.A escassez de polinizadores já afeta alguns cultivos. No Brasil, segundo especialistas, a redução de insetos afetou a plantação de maçãs, embora as perdas não tenham sido quantificadas. “Se o problema continuar, o modelo atual de fazendas vai se tornar insustentável. O custo de produção vai subir para o produtor e para o consumidor final, de modo que diversos fazendeiros podem acabar deixando a atividade”, afirma o físico brasileiro Paulo de Souza, estudioso do tema na Organização Nacional de Pesquisa Científica e Industrial da Austrália.

Sobre a conferencista – Possui graduação em Ecologia (2001). Graduação em Ciências Biológicas (2004). Especialização em Educação Ambiental pela Faculdade Pitágoras (2005). Especialização em Educação pela Faculdade Pitágoras (2007). Especialização em Biomonitoramento e Manejo e Fauna Silvestre (2009).  Mestre em Ecologia e Conservação de Caatinga (2010). Doutora em Entomologia pela Universidade de São Paulo (2015). Professora Associada na Universidade Federal do Vale do São Francisco (2015). Pós-doutora em Genética e Evolução de Hymenoptera pela Universidade Federal de São Carlos (2016). Pesquisadora/Colaboradora na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, USP.

Autora do projeto sobre a habilidade de dispersão e estrutura genética de agregações noturnas de machos da espécie de abelha Euglossa melanotricha em áreas de Caatinga. Supervisora do projeto sobre a diversidade, estrutura genética e habilidade de dispersão das populações de abelhas Euglossini em áreas de Caatinga florestada da Chapada Norte, Bahia. Coordenadora da proposta sobre a variação estacional nas atividades de forrageamento, incluindo os fatores comportamentais mediados por sinalização química e parentesco genético na dinâmica das populações de espécies de abelhas endêmicas da Caatinga. Tem experiência nas áreas de Comportamento Animal, Ecologia Química e Ecologia genética, atuando principalmente com espécies de abelhas da Caatinga, particularmente, a Tribo Euglossini.

First Friday – Uma vez por mês, o Museu de Fauna fica aberto até as 18 horas para uma discussão científica emocionante seguida de um happy hour e um passeio pelo Museu, onde a pessoa conhecerá o acervo de cerca de 40 peças de animais silvestres taxidermizados, todos do bioma Caatinga. Esse é um programa para um público de todas as idades interessado em discutir de forma dinâmica CIÊNCIA. Com início previsto para as 16 horas, as palestras têm duração mínima de 1 hora. A entrada é limitada em 100 participantes que devem realizar sua inscrição (informando seu nome completo, CPF, telefone e e-mail para o endereço museu.cemafauna@univasf.edu.br) no valor de R$ 10,00 até a quinta-feira que antecede a sessão e realiza o pagamento no dia do evento na recepção do Necmol do Cemafauna com Karelly Menezes.

A coordenação comunica ainda que para receber o certificado é preciso participar do primeiro ciclo das cinco sessões que acontecerão ao longo desse primeiro semestre. Aos participantes também será concedido o transporte para deslocamento no término da sessão saindo do Cemafauna até a Univasf Campus Centro.

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Petrolinense/Juazeirense de Arapiraca-Alagoas, é radialista com passagens pelas Rádios Jornal do Comércio de Garanhuns e Petrolina, Novo Nordeste de Arapiraca, Emissora Rural, Grande Rio AM e FM de Petrolina, Radio Cidade, Nova Indy e atualmente é âncora do Programa Bastidores da Notícia na Rádio Tropical SAT/FM de Juazeiro e editor do BlogQSP.