Cultura

CONSELHOS DO VELHO SÁBIO*

A auto-doação lhe abre caminhos para um mundo melhor ao seu redor.
Dedique-se mais…

Reflitam!!

O sol buscava a linha do horizonte, e o manto escuro da noite já se espalhava pelos campos, quando o trabalhador deixou a lavoura e tomou o caminho de volta para casa.
Caminhava a passos largos com a colheita do dia às costas, quando notou que em sentido contrário vinha luxuosa carruagem revestida de estrelas.

Contemplando-a fascinado, viu-a parar junto dele e, quase assustado reconheceu a presença do Senhor do Mundo, que saiu dela e estendeu-lhe a mão a pedir-lhe esmolas…
O quê? refletiu espantado.

O Senhor da Vida a rogar auxílio a mim que nunca passei de mísero escravo na aspereza do solo?
Mas como o Senhor continuava esperando, mergulhou a mão no alforje de trigo que trazia e entregou ao divino pedinte apenas um grão da preciosa carga.

O Senhor agradeceu e partiu.
Quando, porém, o pobre homem do campo voltou a si do próprio assombro, observou que doce claridade vinha do alforje poeirento…

O grão de trigo, do qual fizera sua dádiva, tornara à sacola transformado em uma pedra de ouro luminescente…

Deslumbrado gritou:
Louco que fui!…
Por que não dei tudo o que tenho ao Senhor da Vida?
******
O apólogo retrata um pouco da atual realidade da Terra.
Quando o materialismo compromete edificações veneráveis da fé, no caminho dos homens, o Cristo pede cooperação para a sementeira do Seu Evangelho junto ao Seu rebanho sofrido.

No entanto, nós costumamos agir como o lavrador.
Não estamos dispostos a ofertar a nossa dádiva em benefício do bem comum. E quando fazemos, damos apenas uma pequena migalha.

O Senhor da Vida não necessita das coisas materiais porque todas lhe pertencem, no entanto, solicita a nossa auto-doação em prol da edificação de um mundo moralmente melhor.
Assim como o verme executa sua tarefa embaixo do solo, a chuva e o vento fazem seu papel no contexto da natureza.

Assim como o sol, a lua e os demais astros trabalham para que haja harmonia no Universo…
Assim como as abelhas e outros insetos fazem a tarefa da polinização, possibilitando a fecundação da vida..

Assim também o Senhor da Vida espera de nós a dádiva da polinização do seu amor junto aos Seus filhos.
A pequena dádiva da paciência e da tolerância…

A esmola convertida em salário justo, dignificando o homem…
Uma migalha de afeto doada com sinceridade…

O sorriso capaz de despertar a alegria em alguém…
Um minuto de atenção a um enfermo solitário…

A palavra sincera capaz de esclarecer e consolar…
Uma semente de esperança plantada no coração de alguém que sofre… São nossas pequenas dádivas que se converterão em luz a iluminar nossa própria caminhada.

Pense nisso!

O Senhor da Vida está sempre a solicitar a nossa colaboração para que Seus objetivos nobres se concretizem na face da Terra.

Sabedores de que nossas pequenas dádivas se converterão em tesouros eternos, não as economizemos como o lavrador. Agindo assim não teremos que dizer:

Louco que fui!…
Por que não dei tudo o que tenho ao Senhor da Vida?

Reflita!!

Velho Sábio

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