Artigo

ELEIÇÕES 2018: ‘OS RIVAIS’

Carlos Brickmann

Esperava-se que Bolsonaro e Ciro, os extremos do grupo (a menos que se leve Boulos a sério), fossem os grandes duelistas. Não foram. Bolsonaro reage bem quando atacado, mas é confuso para expor ideias. Colégios militares de alto nível, com disciplina rígida? Pode ser bom – mas é muito pouco em relação às necessidades do país. E os outros alunos?

Ciro fala bem, tem boa presença, é convincente. Mas prometeu fazer tudo aquilo que levou o país ao buraco e não explicou por que desta vez será diferente.

Há o Cabo Daciolo. Sua arma é ser evangélico. Mas Marina também é.

Sobra Henrique Meirelles. Tem excelente carreira na iniciativa privada, foi presidente do Banco Central de Lula, deixou boa imagem, foi ministro de Temer, ia bem – até que Temer gastou todos os cartuchos para ficar no cargo e dinamitou as bases da política econômica. Os petistas o consideram golpista; da política econômica atual, o aspecto mais visível é o marasmo, o desemprego. Não sabe se destaca seu lado de preferido de Lula, ou de Temer, ou de executivo de sucesso na iniciativa privada. Quer ser tudo ao mesmo tempo. Comunica-se mal: não aprendeu ainda a manter o foco.

Meiguices

As equipes de campanha dos candidatos agiram rápido: antes que os cronistas de Internet, em geral ácidos, popularizassem (em internetês, “viralizassem”) imagens e comentários mais maldosos, entraram brincando com características e erros de cada um dos debatedores. Tudo muito meigo, procurando mostrar que aqueles políticos profissionais são gente como nós.

Alckmin brinca com seu momento Montoro – o grande líder do PSDB que errava o nome das pessoas, chegando a chamar o mineiro Pimenta da Veiga, num comício, de “Pimenta do Reino”. Alckmin postou um vídeo em que cumprimenta Luciano Huck e “Eliana” (era Angélica). “Hoje fiz por merecer um belo puxão de orelhas”, diz o redator que escreve por ele.

Marina, parecendo feliz da vida, responde a perguntas do humorista Fábio Porchat; e colocou em sua rede o link chamando para ele.

Ciro é fofíssimo, o top da meiguice: postou bebê dando risada, um cão engraçado, gatinhos tocando piano. E sugere: “Quem você sugere para ver esse gatinho fofo? Quem a gente curte tem de vir junto. Quem é que você conhece que ainda não deu like (curtir) no Ciro?”

PT entrou no jogo, mas com uma seriedade soviética: pôs mensagens sugerindo que se coloque como toque de celular um jingle de Lula, junto a uma aula de como fazer isso; e sugere que se baixe a máscara do Lula. Além disso, há um pedido de doações para a vaquinha eletrônica de Lula.

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farnesio

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Petrolinense/Juazeirense de Arapiraca-Alagoas, é radialista com passagens pelas Rádios Jornal do Comércio de Garanhuns e Petrolina, Novo Nordeste de Arapiraca, Emissora Rural, Grande Rio AM e FM de Petrolina, Radio Cidade, Nova Indy e atualmente é âncora do Programa Bastidores da Notícia na Rádio Tropical SAT/FM de Juazeiro e editor do BlogQSP.