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LÍDER MUNDIAL DO RANKING DE JIU-JITSU, BAIANO DE CAMPO FORMOSO SUPERA DIFICULDADES DE SE MANTER NOS EUA

por Gabriel Rios/BN

Morando atualmente nos Estados Unidos, o lutador Sergio Rios saiu de Campo Formoso-BA para liderar o ranking mundial da UAEJJF, a Federação de Jiu-Jitsu dos Emirados Árabes Unidos. Ele é líder do Master 1 faixa preta, um dos mais concorridos do mundo. No entanto, além de competir na modalidade, o atleta dá aulas na academia que treina, trabalha como motorista de Uber, segurança e delivery para se manter na terra do Tio Sam.

Líder do ranking mundial de Jiu-Jitsu, baiano supera dificuldades para se manter nos EUAEu moro em San Diego, na Califórnia. Vim para cá, na primeira vez, há quatro anos, através do meu professor Hélder Menezes que é natural da minha cidade, mas já morava nos EUA há um tempo. Devido ao meu destaque, ele fez o convite para treinar e disputar competições maiores”, contou.

“Eu luto profissionalmente, viajo para competições, mas não vivo só do jiu-jitsu para pagar minhas contas. Dou aula na academia que treino, mas também trabalho como Uber, segurança, delivery… São todos flexíveis, então não atrapalham meus treinamentos. É desse jeito que estou me virando nos últimos anos. Tenho patrocínios, mas infelizmente ainda não é o suficiente para me dedicar apenas ao jiu-jitsu”, completou o lutador.

Sergio conquistou a etapa de Tokyo | Foto: Divulgação 

Com 30 anos, Sergio dedicou metade da sua vida ao jiu-jitsu. Influenciado pelo irmão mais velho, o lutador logo se destacou no cenário baiano.

“Comecei a treinar aos 15 anos, através do meu irmão mais velho. Ele era faixa roxa em jiu-jitsu e treinava na academia em Campo Formoso. Comecei a competir pela Bahia menos de um ano após começar a treinar. Sempre gostei de competir. Ganhei muitos campeonatos, como o Baiano, Nordeste, Sul-Americano, Brasileiro. São vários títulos”, detalha.

Conhecido como Sergio Pichilinga, ele revela ter se mudado para solo americano em busca de uma carreira no MMA. No entanto, um problema com a documentação acabou atrapalhando os planos do baiano.

“Sou lutador de MMA também. Tenho um cartel bom de oito vitórias e três derrotas. Quando vim para os EUA foi com o pensamento de tentar minha carreira no MMA. Cheguei a lutar no Bellator, que é o segundo maior evento da categoria no mundo, porém, com as dificuldades econômicas e de documentação no início, o que me fez até voltar para o Brasil, perdi meu contrato. Quando retornei para os EUA, conversei com meus professores e eles acharam melhor focar no jiu-jitsu. Posso voltar para o MMA no futuro, mas no momento, meu foco é o jiu-jitsu”, salientou.

Isolado na ponta do ranking, com 620 pontos, o lutador busca se manter na liderança. De acordo com o atleta, serão pelo menos seis lutas até o Mundial em abril, quando se encerra o calendário.

“Ainda tenho várias competições até o final da temporada, que será em abril do próximo ano, quando acontece o Mundial nos Emirados Árabes. Meu foco no momento são essas competições. Tenho praticamente seis competições até abril. Quero manter esse primeiro lugar no ranking”, apontou.

O baiano é o atual líder do ranking da UAEJJF | Foto: Divulgação

No próximo dia 16 de novembro, o baiano desembarca no Brasil para mais uma competição importante. Segundo ele, o Grand Slam do Rio de Janeiro será a mais difícil das etapas.

“O Grand Slam do Rio é uma das etapas do Circuito Mundial. Será uma motivação grande lutar novamente no Brasil. Quero manter o primeiro lugar do ranking e essa será a mais difícil das etapas, então estou bem motivado. Venho de uma série de vitórias e estou preparado para conseguir o ouro”, destacou.

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Petrolinense/Juazeirense de Arapiraca-Alagoas, é radialista com passagens pelas Rádios Jornal do Comércio de Garanhuns e Petrolina, Novo Nordeste de Arapiraca, Emissora Rural, Grande Rio AM e FM de Petrolina, Radio Cidade, Nova Indy e atualmente é âncora do Programa Bastidores da Notícia na Rádio Tropical SAT/FM de Juazeiro e editor do BlogQSP.