Artigo

Tiro de misericórdia

Por Arthur Cunha/blogdomagno

Em governo, nada não está tão ruim que não possa piorar. Depois de ver sua popularidade derreter em tempo recorde – é o presidente com aprovação mais baixa no início do primeiro mandato –, Jair Bolsonaro pode levar um tiro de misericórdia já no próximo dia 30 de março, caso estoure outra greve dos caminhoneiros.

Isso mesmo, meus amigos. Chamem do que quiserem: inferno astral, karma, Lei de Murphy ou macumba. O fato é que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, que tem, entre outras missões, a de antecipar crises, está monitorando uma articulação via WhatsApp que pode culminar em uma nova paralisação, segundo relatou o Estadão.

Os líderes do movimento argumentam que os principais pontos do acordo que o Governo Temer assumiu com a categoria no ano passado não foram cumpridos. O que ensejaria uma nova greve, daquelas capazes de parar o País e levar o caos novamente aos brasileiros. O que Bolsonaro tem a ver com isso? Tudo! Mesmo não tendo criado o problema – está no cargo há apenas três meses –, o presidente terá de administrá-lo. Mais uma crise pode cair no colo do mandatário cujo desgaste só aumenta.

Como ponto positivo, o Estadão informa que os primeiros relatórios dão conta de que o movimento não tem a mesma força do ocorrido em 2018. Mas há sempre o temor de que os caminhoneiros possam se fortalecer, fazendo a eventual greve ganhar corpo ao ponto de tornar-se irreversível.

E a oposição ao presidente (leia-se, sobretudo, PT e os movimentos sociais ligados ao petismo), em uma postura antidemocrática, certamente, vai estimular a paralisação nos bastidores, acirrando ainda mais os ânimos. É, inclusive, parte da estratégia deles.

Junte-se a esse cenário a incapacidade do atual governo de negociar em situações tensas, como temos visto diariamente nas polêmicas envolvendo a reforma da Previdência e o pacote anticrime do ministro da Justiça, Sérgio Moro. Com habilidade zero para defender seus pontos de vista, e a disposição gigantesca para brigar e destratar os outros que Bolsonaro e seus filhos apresentam, não precisa ser médium para antever o desastre que esse episódio pode gerar.

Vamos torcer para que Deus ilumine a consciência dos caminhoneiros e se chegue a um posicionamento favorável a todos. Se depender das nossas autoridades, já era!

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farnesio

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Petrolinense/Juazeirense de Arapiraca-Alagoas, é radialista com passagens pelas Rádios Jornal do Comércio de Garanhuns e Petrolina, Novo Nordeste de Arapiraca, Emissora Rural, Grande Rio AM e FM de Petrolina, Radio Cidade, Nova Indy e atualmente é âncora do Programa Bastidores da Notícia na Rádio Tropical SAT/FM de Juazeiro e editor do BlogQSP.