ArtigoSaúde

nova metodologia científica: o vigoroso desafio anticiência e negacionista do governo do presidente Jair Bolsonaro

*Sarah Fonseca

“O ministro da Cidadania, Osmar Terra (MDB), acaba de fortalecer com uma nova metodologia científica o vigoroso desafio anticiência e negacionista do governo do presidente Jair Bolsonaro. A inovação veio em boa hora. Faltava fundamentação teórica para essa frente de combate do bolsonarismo, que vem sendo enfrentada brava e empiricamente por Ernesto Araújo, Abraham Weintraub, Damares Alves, Ricardo Salles e pelo próprio presidente. Já se mostrava esgotada a esperança de apoio filosófico pelas reflexões de Olavo de Carvalho, que têm sido dedicadas ao campo da escatologia.

Eu estava à procura, desde hoje cedo, de um nome para essa metodologia inovadora. Devido à minha deformação intelectual no ambiente gramscista-darwinista-climatista-globalista-uspiano, minha busca certamente acabaria em alguma coisa sem graça, como “perambulacão refutatória” ou “refutacionismo peripatético”. Nesta tarde, em meio a uma rápida zapeada na TV, tive a sorte de ver no Estúdio I, da Globo News, o comentarista Otávio Guedes se referir ao “rolezinho do ministro”. É isso! Obrigado, Guedes!

A refutacão da validade de uma pesquisa científica por meio do rolezinho metodológico foi noticiada ontem pelo jornal O Globo. A reportagem “Ministro ataca Fiocruz e diz que ‘não confia’ em estudo sobre drogas, engavetado pelo governo”, a jornalista Audrey Furlaneto apresentou as reflexões do ministro Osmar Terra sobre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e seu estudo 3º Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela População Brasileira.

Segue um trecho dessa mudança de paradigma metodológico que não só demoliu o estudo realizado durante três anos, envolvendo 16 mil entrevistas e 500 pesquisadores a um custo de cerca de R$ 7 milhões, mas também apontou na Fiocruz “viés ideológico para liberar drogas”.

‘Eu não confio nas pesquisas da Fiocruz. Se tu falares para as mães desses meninos drogados pelo Brasil que a Fiocruz diz que não tem uma epidemia de drogas, elas vão dar risada. É óbvio para a população que tem uma epidemia de drogas nas ruas. Eu andei nas ruas de Copacabana, e estavam vazias. Se isso não é uma epidemia de violência que tem a ver com as drogas, eu não entendo mais nada. Temos que nos basear em evidências.'”

ENTÃO, REALMENTE, NÃO SABE DE NADA!

*Sarah Fonseca é psicologia com mestrado na Universidade federal do Rio de Janeiro, UFRJ

Previous post

bom dia

Next post

VEREADOR DE PETROLINA RONALDO SILVA TEM ATAQUE HOMOFÓBICO E CHAMA COMPANHEIRO DE CÂMARA DE MACONHEIRO

farnesio

farnesio

Petrolinense/Juazeirense de Arapiraca-Alagoas, é radialista com passagens pelas Rádios Jornal do Comércio de Garanhuns e Petrolina, Novo Nordeste de Arapiraca, Emissora Rural, Grande Rio AM e FM de Petrolina, Radio Cidade, Nova Indy e atualmente é âncora do Programa Bastidores da Notícia na Rádio Tropical SAT/FM de Juazeiro e editor do BlogQSP.