Artigo

FENAGRI X EDUCAÇÃO



João Benvindo dos Santos

A feira nacional da agricultura na forma em que foi estruturada na ultima edição alem de evidenciar o potencial econômico e cultural de Juazeiro, detectou a necessidade de abrir espaço para profissionais de agricultura e turismo obscurecido e às vezes marginalizados pelos gestores que roubavam a cena do técnico já habituado a se manter na retaguarda. Isto não é bom; como também não é saudável o inverso. Isto é: a superposição do técnico sobre o político. O ideal é os dois agindo em unidade: político x técnico x político. Quando possível ter uma pessoa com ambas qualidades. É ai que nós apostamos na mudança e começamos a respirar aliviados ao ver que Juazeiro começa a soltar as amarras do desenvolvimento com os frutos da paciência e da tenacidade do gestor que passa o exemplo de segurança de atitude nas ações planejadas. Parabéns senhor prefeito siga em frente, tendo, contudo o cuidado de romper a blindagem contra a sociedade civil organizada imposta não interessa saber por quem. A propósito do titulo do nosso editorial, com cuidado de professor que nunca se aposenta da cátedra especialmente quando se é extensionista nato. Pergunto: será que as nossas escolas de nível médio e superior não sentiram nos temas abordados na Fenagri o aproveitamento mínimo do profissional nosso no mercado de trabalho? A necessidade de adequar os currículos das disciplinas às necessidades regional e nacional especialmente nas ciências agrária? Ai eu priorizo a agricultura irrigada e a extensão rural. Uma, por ser a vocação natural da região; e a outra porque tem o dever de levar os conhecimentos técnicos e científicos às camadas de baixa renda que não tiveram o privilegio de alizar os bancos da escola pública tão cara e pouco eficiente nas praticas cientificas.
O ensino virtual ainda não atingiu o seu clímax. Enquanto isto não acontece precisamos aumentar a carga horária pratica, porque o nosso profissional está sendo de língua enrolada par fazer assistência técnica nas áreas de irrigação e de sequeiro.
Esperamos que a edição da Fenagri venha também servir de alerta as nossas unidades de ensino superior contempladas com professores altamente qualificados que deverão passar para os seus alunos os ensinamentos recebidos em pós-graduações, retribuindo assim os gastos do estado. Assim procedendo justifica a cobrança de impostos que são altos e escorchantes, e que quando aplicados corretamente dão resposta a curto e médio prazo, a sociedade, que pouco ou quase nada recebe pelo alto custo que lhe é cobrado. Procedendo desta maneira a unidade de ensino com certeza colocará o nosso aluno em pé de igualdade com os egressos de outras unidades de ensino valorizando conseqüentemente o profissional Junior.
Concluo este simples, porem sincero editorial, se assim posso chamar conclamando os meus Ex- alunos especialmente os que participam com brilhantismo da gestão municipal que se voltem com carinho para mãe que nos gerou para as ciências agrárias a saudosa FAMESF e bebam naquela fonte inesgotável para mitigar a sede e a fome do saber.
Saudações Profissionais.
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JOÃO BENVINDO DOS SANTOS
PROFESSOR E SINDICALISTA





 

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