Artigo

O DESCASO DA PONTE

 

Por Márcio Jandir, um juazeirense


A ponte que nos une, nos faz povo de um mesmo rio, nos deixa hoje perplexos e de mãos atadas, pelo descaso de todos os lados, que provoca o caos de uma peleja que já se arrasta há alguns anos, e nesses últimos dias, nos faz reféns de uma desastrosa operação de fluxo sob controle. Advogados e médicos se desdobrando para audiências e cirurgias, empresários e sua força produtiva estagnada, homens e mulheres, trabalhadores, a angústia de pais e mães que têm de fazer o triatlo para deixar seus filhos em escolas.


Onde se encontram escorados os valores desse Estado de Direito ? E o respeito à população ?


O silêncio será a resposta, conhecida, repetida e visceralmente alojada nos mais diversos segmentos das hostes do poder estabelecido, dos Municípios, Estados e União.


Que respeito merece um dos maiores vetores de crescimento do interior desse país, Juazeiro e Petrolina, de onde ecoam talentos culturais e políticos, de onde escoa a produção volumosa de hortifruti que abastece as mesas de tantos lares Brasil a fora ?


As razões não mais nos interessam, podem ser relacionadas desde a complexa falta de planejamento à mais esdrúxula estória de incompetência de obra pública, que começa sem meio e fim.


Poderiamos reescrever o título e chamá-lo A PONTE SEM FIM, ou ainda E NÓS POR ONDE DESCEREMOS ?


Aumentaram a parte do doce e diminuíram o palito, mas vai continuar um PICOLÉ, nada disso porém mais nos importa, cercearam o nosso livre direito de ir e vir.


E o mais GRAVE, a obra anda a passos lentos, não há trabalho em turnos ininterruptos, que a urgência exige.


O sofrimento que nos aflige, exige de todos nós uma posição firme de protesto e reivindicação, junto aos prefeitos locais e deputados, para que as obras se acelerem em turno ininterrupto de jornada, inicío imediato do acesso/rampa/juazeiro e sejam disponibilizadas balsas para a travessia de motos pelo Rio, diminuindo o congestionamento.


O problema tem que ser discutido de forma ampla com a sociedade, medidas e ações concretas devem ser iniciadas, de modo urgente como a disponibilização de lanchas para o Corpo de Bombeiros atender aos casos de saúde, com ambulâncias disponíveis para um e outro lado da ponte.


A segurança dos passageiros das barquinhas deve ser reforçada com patrulhamento permanente de salva vidas.


Que as nossas sugestões sejam ouvidas e que outras tantas apareçam para minimizar o sofrimento dessa região, que hoje carece de uma atenção especial.


 

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