Artigo

PARA O ARREPIO DE LULA



Surpreende a posição da Executiva Nacional do PT ao aprovar uma resolução em defesa e, mais do que isso, na ampliação da liberdade de expressão no País. Tal postura deve ter causado calafrios em Lula e arrepios em outros fanáticos seguidores do chefe popular petista. Ele dedicou seus dois últimos anos de governo a combater a imprensa, causa em que foi derrotado amplamente, e até propor absurdos (através do seus assessores), como o “controle social da mídia,” ou coisa parecida, posição que se espraiou para algumas unidades federativas, inclusive para a Bahia. Trata-se de um trabalho perdido. Aqui e alhures. A livre expressão do pensamento e a liberdade de imprensa são intocáveis em qualquer democracia ou em qualquer país que se considere democrático. O lulapetismo perdeu mais uma e perderá sempre que tentar se colocar à frente de princípios maiores que envolvam a liberdade da cidadania e o direito inalienável de expressar pensamentos. O ex-presidente usou o seu palanque no final do seu governo para campanha eleitoral e para críticas diárias ao princípio constitucional que assegura a livre manifestação do pensamento e a ampla liberdade de imprensa. A decisão da Executiva petista, por ora está contida apenas num texto preliminar, no qual pede, também, a abertura dos arquivos da ditadura, esse um princípio da História do nosso povo que Luiz Inácio não teve a coragem de tocar para frente. Observa-se, agora, sinais de que Dilma -que também se colocou contra-, tenha mudado de opinião. Aliás, a presidente tem realizado exercícios revisionistas de postura à frente da República, desmontando nichos deixados para ela. Para isso, tem contado com um único aliado: a imprensa brasileira nas denúncias constantes sobre a corrupção no País. A imprensa e, consequentemente, a opinião pública que ela molda. Dois ministros envolvidos supostamente com a nódoa da corrupção, Antônio Palocci, com a sua voracidade pelo rápido enriquecimento, e Alfredo Nascimento, com a tropa do PR que transformou o Ministério dos Transportes no maior feudo (até aqui) da corrupção institucional brasileira. Nelson Jobim é outro caso. Caiu por se desentender com Dilma e encimar a sua pavonice além, muito além do lhe competia na estrutura do poder republicano. Assim, está acontecendo o esmaecimento do pensamento do ex-presidente, que perde seguidas batalhas e já não tem palanque, mas poderá tê-lo mais adiante. Por ora, se compraz em beijar a mão de D. Canô, matriarca dos Veloso na “Leal e benemérita” Santo Amaro da Purificação.
(Samuel Celestino)


 

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