Política

Todo cuidado com a sexta-feira 13

foto/montagem: Pixabay com arte de Thiago Lucas

ararruda@sjcc.com.br –

Muitas pessoas não se agradam com a combinação sexta-feira e dia 13. Algumas, inclusive, se assustam só de saber quando a data se aproxima. Em 2019, por sinal, ela se repetirá por duas vezes: uma em setembro e outra em dezembro. Por sinal, há vários mitos que envolvem a sexta-feira 13. Para algumas pessoas, no entanto, é mais um dia comum, mas para outras é motivo para não dar chance ao azar, ao não passar por baixo de escada, não se ver em um espelho quebrado, bater na madeira três vezes, entre outras superstições. Tu vai arriscar?

O mito de que a sexta-feira 13 é um dia de azar surgiu há muitos anos. Segundo a taróloga e jornalista Priscila Ferraz, na bruxaria, o número 13 significa morte e renascimento. “Na numerologia, o número 13 tem esse símbolo. Tanto que, quando nós vamos para o tarô, a carta de número 13 é a morte. Então, com a consolidação do cristianismo, as pessoas passaram a ver a morte como algo que dá medo e esse número começou a ter uma conotação de azar”, explicou Priscila.

A taróloga disse que, na antiguidade, não existia esse medo da morte. “As pessoas, nas civilizações antigas, acreditavam no renascimento em outro plano após a morte”, contou. Ainda de acordo com Priscila, o fato de ser a sexta-feira, foi porque Jesus foi crucificado neste mesmo dia da semana. “Com isso, juntou a sexta-feira e o número 13 e aí é um dia de azar, um dia de morte e se foi construindo todo um misticismo”, explicou.

Há também quem acredita que o mito da sexta-feira 13 surgiu porque um dia antes da crucificação, Jesus realizou um banquete com os 12 apóstolos, totalizando 13 pessoas presentes, e foi crucificado na sexta-feira.

Além da origem cristã, há quem acredite que o mito teve origem na mitologia nórdica. Quando, no fim de um banquete para 12 convidados, na morada dos deuses, Balder, filho de Odin e Frigga, foi morto por Hoder, seu irmão, após ser instigado pelo deus Loki, que ficou enfurecido por não ter sido convidado para o jantar. Desde então, algumas pessoas passaram a acreditar que ter 13 pessoas à mesa é sinônimo de azar.

Superstições

A sexta-feira 13 envolve várias superstições, que são crendices populares que não possuem explicação científica. Mas tem quem não queria arriscar. Não custa nada, certo?

Saiba algumas, segundo a taróloga Priscila Ferraz

Não cruzar o caminho de um gato preto – Segundo a taróloga, a figura do gato como algo ruim surgiu na época da Inquisição (século XII), quando o animal era relacionado com as bruxas e a cor preta remete às trevas.

Não passar por baixo de escadas – Priscila explica que a escada representa a subida. “Então se você passou por baixo, você está impedindo a sua subida, o seu crescimento em alguma coisa”.

Espelho quebrado – Ainda segundo a taróloga, olhar para um espelho quebrado é como se a pessoa visse o seu reflexo quebrado.

Bater na madeira três vezes – Em relação a madeira, Priscila comenta que pode ter relação com o fato de Jesus ter sido crucificado em uma cruz. “É como se estivesse batendo na cruz de Jesus e invocando a proteção de Deus”.

Desvirar o calçado – “Coisas invertidas dão a impressão de que elas têm o sentido contrário”, explicou.

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Petrolinense/Juazeirense de Arapiraca-Alagoas, é radialista com passagens pelas Rádios Jornal do Comércio de Garanhuns e Petrolina, Novo Nordeste de Arapiraca, Emissora Rural, Grande Rio AM e FM de Petrolina, Radio Cidade, Nova Indy e atualmente é âncora do Programa Bastidores da Notícia na Rádio Tropical SAT/FM de Juazeiro e editor do BlogQSP.